Quem somos nós

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Composição química da família de Lúcia: 10% todo mundo falando ao mesmo tempo, 15% de abraços coletivos, 5% de almoços de domingo, 8% de agregados, 12% de verões na casa de praia, 10% de férias juntos, 8% de delícias da Leleia, 4% de ouvir e rir das mesmas histórias, 8% de abraços e sorrisos de fim de ano, 8% espremer para caber todo mundo na foto, 12% de amar cada um do seu jeito!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

 FELIZ ANIVERSÁRIO!


LÚCIA: 95 ANOS DE MUITA SABEDORIA, RIQUEZA DE ALMA, CARINHO, FIRMEZA, EQUILÍBRIO, AMOR, PARA MANTER TODOS OS FILHOS, NETOS, BISNETOS, TATARANETOS E AGREGADOS JUNTOS, SEMPRE COM ALEGRIA DE FESTA.

5 comentários:

  1. Querida vovó, que maravilha! Noventa e cinco anos vividos com retidão e dignidade. Um grande exemplo para todos nós! Obrigada por tudo o que a senhora nos ensina sem nem precisar falar. Obrigada pela herança que, junto com o vovô, a senhora nos deixará: essa união baseada numa capacidade constante e infinita de amar! Beijos, com muita admiração.

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  2. Vozinha, amada! A senhora com toda sua força e com todo seu amor é um exemplo pra todos nós. Sua capacidade de manter-nos unidos ao seu redor e de seguir confiante e agradecida me encanta! Muito obrigada por dividir conosco sua sabedoria e por distribuir graciosamente seu afeto!
    Amo você!

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  3. Sem contar que em todas as festas começam a discutir a idade de alguém e vão longe só param qdo a Valéria reclama kkkkkk. ..

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  4. Sem contar que em todas as festas começam a discutir a idade de alguém e vão longe só param qdo a Valéria reclama kkkkkk. ..

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  5. Vovó, vendo essas fotografias minha lembrança correu para a varanda da casa da ilha, onde passamos tantos natais e de onde pendia do teto um balanço branco de vime. Deste balanço vi nascer um certo Pedro Malazarte, Mora Torta e três moçoilas que saltavam sedentas de dentro de três mexericas. Personagens que que povoaram nosso imaginário embalados pela sua voz doce. Matriarcal presença na rede de Iguaba, quando nos contava ter participado do casamento de Cinderela. Ainda hoje, quando as cortinas se cerram silenciosamente, lembro-me do mundo de doces dos sonhos em que as ruas eram calçadas de pão-de-ló. Tivemos sim uma infância dourada, emoldurada pela presença resignada de uma senhora que tecia centros de mesa com a agulha de crochê. O que eu não sabia, naqueles dias, é que enquanto suas mão teciam rendas, seus olhos, voltados para dentro, teciam histórias de sua vida. Olhos carinhosos pousados por vezes nas crianças que faziam algazarra na cozinha, por outras nas memórias de uma menina que fez de um colégio interno lá em Barbacena, a aventura de sua infância. Só agora, vozinha, deitando nossos olhos sobre as narrativas que você deixou impressas em um diário, nos damos conta de quão intensa e frágil pode ser a existência inteira e de que a vida pulsa, sempre, mesmo quando ela parece apenas resignar-se.Te amamos!

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